quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Adega Vale de Algares, Cartaxo

Entrada e loja da adega. foto: FG + SG

Entrada e loja da adega. foto: FG + SG
Nova cave de estágio. foto: FG + SG

A cave. foto: FG + SG

Cave vista do nível superior. foto: FG + SG
A entrada formal na cave. foto: FG + SG

A sala de provas VIP. foto: FG + SG
Reabilitação das antigas instalações. foto: FG + SG
Vista geral da cave. foto: HBG
Vista geral. foto: HBG




























































































































































































Projecto desenvolvido em co-autoria com Manuel Assunção e Helena Gaspar, arquitectos.

A adega ocupa antigas e obsoletas instalações vinícolas. O projecto contemplou a completa remodelação do edificado à superfície e a criação de uma cave, para estágio e armazenamento dos vinhos produzidos.

Através de uma pirâmide invertida suspensa e como se de um rito iniciático se tratasse, o visitante é conduzido à sua descoberta por um percurso descendente e intrincado, onde frestas e desencontros entre volumes deixam antever trechos, sem que nunca o todo seja perceptível. A complexidade espacial aumenta com a profundidade da descida e a nave central surpreende pela escala inusitada, contrastando com o carácter intimista do percurso até aí realizado.

Uma pirâmide de vidro revela a sala de enchimento. A sala VIP, localizada na zona mais profunda, abre-se à cenografia da cave, através de um amplo plano de vidro.



Nova Estação Ferroviária de Lagos























Projecto desenvolvido na Plural, lda, na qualidade de Director do Departamento de Arquitectura.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Casa de Artes e Cultura do Tejo, Vila Velha de Rodão

O edifício com o Tejo ao fundo. foto: Plural
Fachada Principal. foto: PGS
Fachada principal ao anoitecer. foto: PGS
Entrada. foto: PGS
Praça de Entrada e auditório exterior. foto: PGS
Topo Sul. foto: Plural
Topo Sul. foto: PGS
Fachada Poente. foto: PGS
Deck do centro de exposições/backstage. foto: PGS

Auditório. foto: PGS


Auditório. foto: PGS



Vista da esplanada. foto: PGS










Trabalho desenvolvido na Plural, lda, na qualidade de Director do Departamento de Arquitectura.
O complexo desenvolve-se em dois corpos diferentes e separados, articulados por uma praça onde se localizam os respectivos acessos principais, destinados à Casa de Artes e Cultura do Tejo e à Biblioteca Municipal. A solução proposta foi baseada numa filosofia de preservação dos sobreiros existentes no local, que abraçam o complexo de uma forma quase natural, sendo passível de ajustes futuros.

A intervenção tenta tirar partido da configuração do terreno, adaptando-se à sua topografia, de forma a reduzir o impacte da construção. A biblioteca, implantada no local de maior declive, é disposta em terraços, acompanhando o terreno. A Casa de Artes e Cultura do Tejo dispõe-se de uma forma mais plana, mas também num local de transição de cota em elevações naturais do terreno. Para minimizar o impacte provocado pela diferença de cota entre a praça de entrada e o arruamento a Poente, está proposto um anfiteatro exterior, podendo ser usado para eventos ao ar livre inseridos numa paisagem natural. 

Este é o local de encontro do complexo no exterior, que se caracteriza pela sua forma concêntrica e acolhedora, onde se localizam as entradas de ambos os edifícios. A praça contemplará um maciço arbóreo constituído por um conjunto de árvores de pequeno porte, bem como um Cipreste, que pontuará a entrada, junto ao anfiteatro. Os pavimentos são em lajes de pedra de granito amaciada intercaladas com linhas de cubos no mesmo material.

Uma pala projectada une o centro cultural à biblioteca, servindo não só de elemento de ligação, mas também de protecção, permitindo uma passagem confortável dos utentes entre os dois edifícios, através de “decks” de madeira sobre um espelho de água. 

Os edifícios dispõem de grandes aberturas para as direcções mais apetecíveis, como as vistas a Sul, para o Tejo, estando mais fechados para as vistas menos interessantes, nomeadamente a unidade industrial de grande impacte, a Nascente.

A água é elemento importante na composição arquitectónica de todo o complexo, circulando, viva,  entre os dois edifícios, desde o topo de uma parede no átrio de entrada da Casa de Artes, passando em espelho de água pela praça e acabando num tanque à cota mais baixa do terreno, junto à Biblioteca, depois de descer em cascata por uma sucessão de tanques.

Na composição da “Casa de Artes e Cultura do Tejo”, procurou-se encerrar lateralmente o edifício, mantendo apenas a fenestração necessária à iluminação dos compartimentos periféricos, enfatizando a relação visual com o rio Tejo através de grandes envidraçados virados a Sul. Esta intenção é particularmente sentida em três espaços do edifício: 

  • No auditório, cujo palco termina numa vasta parede de vidro, permitindo aos utentes de um evento que o Tejo seja o pano de fundo;
  • Nas salas polivalentes, que possuem também uma grande abertura a Sul, para futuras zonas ajardinadas;
  • Na cafetaria, onde se procurou uma relação semelhante, que termina numa agradável esplanada elevada, de onde se tem uma magnífica panorâmica sobre a vila e o rio.

    O Tejo é assim o motivo principal do edifício, que lhe presta homenagem e tributo. 

    Foi deliberadamente procurada uma imagem de sobriedade, por um lado, mas de grande modernidade, por outro, preconizando-se materiais nobres e ancestrais, como a pedra de xisto da região aparelhada da forma tradicional ou a madeira, aliados a materiais que introduzem claramente uma imagem mais contemporanea, como o zinco à cor antracite ou os metais e grelhas de cor escura, intercalados com grandes envidraçados, procurando criar efeitos cenográficos, consentâneos com o programa a implementar.

    A Biblioteca Municipal de Vila Velha de Rodão,  projectada simultaneamente, foi construída alguns anos mais tarde.


     

    Centro Cultural em Vila Nova de Paiva


    Trabalho desenvolvido na Plural, lda, na qualidade de Director do Departamento de Arquitectura.

    O edifício desenvolve-se em dois corpos, o primeiro dos quais com três pisos, sendo a sua zona mais alta a caixa de palco. O segundo corpo, com dois pisos, relaciona-se com o anterior através de um ângulo de 133º, que define na sua concavidade uma praça, albergando um anfiteatro exterior e zonas de estadia. Uma pequena cafetaria, separada do edifício principal, complementa o centro cultural.

    Organiza-se de modo a optimizar as relações entre os diversos compartimentos, em termos de funcionalidade e economia, privilegiando a qualidade dos espaços interiores, nomeadamente através de relações cénicas entre pisos, com variações de escala de pé-direito, procurando atingir uma certa complexidade volumétrica.

    As circulações horizontais localizam-se no quadrante Norte, estabelecendo relações de transparência com o exterior, através de vastos planos envidraçados, envolvendo os utentes da praça nas actividades desenroladas no interior. O resto do edifício assume maior encerramento e opacidade.

    Deste modo, na entrada do auditório, situada no topo Noroeste do edifício, localiza-se o espaço de recepção mais formal, que inclui, além da bilheteira e o bengaleiro, o foyer do piso térreo, que dispõe de um pé-direito triplo. A partir deste, tem-se acesso, através de diversas circulações, ao auditório e aos restantes compartimentos de acesso público, que incluem zonas expositivas e polivalentes. O Museu dispõe de uma entrada própria, mais intimista, que funciona ainda como posto de turismo permanente.

    O auditório situa-se no piso térreo, tendo superiormente uma sala polivalente, que poderá servir como zona expositiva, mas também como um foyer cerimonial.

    Pretende-se que o auditório possua um carácter multifuncional, permitindo as mais diversas manifestações artísticas, culturais ou outras.

    O seu interior está predominantemente revestido a painéis de madeira e/ou derivados, alguns dos quais com tratamento acústico.

    O Museu inclui uma Sala de Exposições Permanentes, com pé-direito duplo e iluminação zenital, e uma Sala de Exposições Temporárias.

    O exterior da caixa que encerra a sala de espectáculos ganha expressão com o envolvimento pelas circulações e o foyer de tripla altura, sendo revestido em réguas de madeira, acentuando a sua expressividade e calor, contrastante com a maior frieza dos restantes materiais utilizados na construção, como a pedra e os rebocos e estuques de cores neutras. O efeito cénico pretendido é reforçado por entradas de luz situadas na cobertura, que projectam uma ampla luz descendente.

    Em termos de materiais, predomina o granito amarelo da região, bujardado, intercalado com rebocos pintados de cores neutras (branco e cinza) e amplos envidraçados. No interior, tem também grande expressão a madeira de Bobinga. Alguns paramentos do edifício são pintados em cores vivas ou contrastantes, orientando o olhar para zonas fulcrais, como as duas recepções.


    segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

    Casa em Arraiolos


    A casa de Arraiolos desenvolve-se em redor de uma  azinheira bastante antiga, integrando-a num pátio que articula os vários volumes construídos.
     
    É  um projecto de inspiração claramente mediterrânica, em que as paredes brancas, as frestas e nesgas nas paredes e tectos provocam jogos de luz, em contraste com o céu azul e a paisagem do azinhal. A água é introduzida no pátio para amenizar a temperatura,  induzindo uma sensação de frescura, mas também para produzir sons, brilhos, reflexos...

    Localizada no topo de uma pequena elevação de terreno, a casa tem dois pisos, sendo o superior, por onde se processa a entrada, integralmente branco. O piso inferior apenas tem desenvolvimento parcial e resulta de duas paredes em pedra da região que se estendem colina abaixo, definindo uma piscina e jardim e encerram áreas de sala, escritório e a adega destinada à pequena produção vinícola que o proprietário pretende desenvolver. Todos os restantes compartimentos se localizam no piso superior.

    Cada quarto dispõe de um pequeno pátio que medeia a relação com o exterior, estabelecendo uma espécie de jardim particular.

    sábado, 22 de janeiro de 2011

    Casa em Reguengos de Monsaraz





    Com uma imagem assumidamente contemporânea e minimalista, a moradia com as paredes exteriores em betão à vista foi projectada para uma herdade situada na parte Norte do concelho de Reguengos de Monsaraz. 

    Situada numa clareira rodeada de densa arborização, apresenta grandes envidraçados, que permitem incrementar a relação interior-exterior.  Painéis de correr em madeira, recolhidos nas paredes, controlam o excesso de luz e protegem a casa de intrusos. As lajes de cobertura balançam-se para o exterior sobreando os vãos do forte sol alentejano.

    Conceptualmente, o desenho da casa assenta em dois volumes rectangulares perpendiculares entre si,  que se intersectam assimetricamente. O primeiro volume forma uma grande caixa oca, com um piso, sem topos, onde se inserem vários volumes de menor dimensão, separados por jardins. O segundo volume tem a altura de dois pisos, alojando as áreas comuns, nomeadamente a grande sala com duplo pé-direito, e a piscina e respectivo solário. 

    O vasto deck Poente permite saborear inesquecíveis fins de tarde.

    A casa tem uma área de construção de cerca de 525m2.